No início da década de 1960, o governo
do então Estado da Guanabara pretendeu implantar
uma escola pública na Praça Edmundo
Bittencourt, coração do Bairro Peixoto.
Mobilizados em torno do projeto, os moradores criaram,
em 21 de janeiro de 1962, a Sociedade dos Amigos do
Bairro Peixoto.
Nos
anos 1980, dado o esgotamento de espaço na
cidade para novos empreendimentos imobiliários,
os moradores do Bairro Peixoto, até então
relativamente preservado, preocupados com a manutenção
do gabarito de quatro pavimentos procuraram reativar
a antiga Sociedade de Amigos e, em assembléia
geral, a transformaram na Associação
de Moradores e Amigos do Bairro Peixoto.
Em
novembro de 1981, a Associação lança
a “Campanha do Gabarito”. De acordo
com o Regulamento de Zoneamento, garagem, cobertura
e pilotis não eram considerados como pavimentos,
permitindo edificações mais altas.
Em
1987, nova batalha contra a descaracterização
do Bairro. Na época, a linha do Metrô
Botafogo-General Osório previa a construção
da estação Bairro Peixoto com acesso
pela praça Edmundo Bittencourt. Em novembro
de 1987, a AMA BAIRRO PEIXOTO pleiteou junto ao
Departamento Geral de Patrimônio Cultural
da Prefeitura o status de Área de Proteção
Ambiental com o objetivo de preservar os elementos
característicos da paisagem urbana local.
Em
maio de 1989, a Câmara Municipal, sancionou
a Lei n.º 1.390, regulamentada em 13 de março
de 1990 através do Decreto n.º 9.226,
que criou a Área de Proteção
Ambiental (APA) do Bairro Peixoto. Novas construções
não poderiam ultrapassar 15 metros, “considerados
todos os elementos construtivos”.
Finalmente,
em 13 de março de 1990, a Lei n.º 1.390
foi regulamentada através do Decreto n.º
9.226 que estabeleceu parâmetros de proteção
do patrimônio cultural do bairro.
Desta
forma, as edificações ficaram sob
tutela do DGPC e foram divididas em 2 grupos para
efeito de preservação.
Hoje, o Bairro vive outros problemas. Uns derivam
do OÁSIS que somos em relação
à Copacabana, enquanto outros afetam a todos
os cariocas. Temos também soluções
e iniciativas. Uma delas tem sido o caminho do associativismo
e da mobilização popular, cuja atuação
— e a história deste Bairro é
a prova viva — tem demonstrado poder influir
decisivamente nos rumos da cidade e da vida de cada
um de nós.