ORÍGENS
DO BAIRRO
Até o final do século XIX, Copacabana
não passava de uma área ainda bastante
isolada do resto da cidade que se concentrava, principalmente,
no Centro e em Botafogo.
Somente em 1892, quando a
Cia. Jardim Botânico de Bondes abriu o Túnel
Alaor Prata, mais conhecido como Túnel Velho,
ligando a Rua Real Grandeza à Rua Siqueira
Campos e inaugurou a primeira linha de bondes para
Copacabana cujo ponto final ficava na atual Praça
Serzedelo Correia, o bairro começou a ser
mais acessível.
Até 1900 esta passagem
só permitia o trânsito de bondes, mas
a facilidade de acesso já havia sido criada
e Copacabana foi sendo aos poucos ocupada.
Comerciante português,
o Comendador Felisberto Peixoto chegou ao Brasil
em 1875 e em 1903 iniciou a compra dos terrenos
que deram orígem à sua chácara,
que contava com uma lagoa, um pantanal, árvores
frutíferas e um bambuzal entre os morros
de São João e dos Cabritos.
Os terrenos ficavam entre as ruas Siqueira Campos,
Tonelero e Santa Clara. Nessa área havia
um brejo onde crescia um capinzal que servia de
pasto para as vacas leiteiras do proprietário.
Na esquina da rua Tonelero, o Comendador vendia
leite e capim para estábulos em Copacabana.
Por não ter descendentes diretos, o Comendador
Peixoto doou em 1938 todos os terrenos de sua chácara
para cinco instituições de caridade.
A Associação Asilo São Luís
para a Velhice Desamparada, Sociedade Portuguesa
Caixa de Socorros D. Pedro V, Sociedade Portuguesa
de Beneficência do Rio de Janeiro, Casa dos
Expostos e Hospital Nossa Senhora das Dores.
A escritura de doação foi assinada
em 15 de junho de 1938. Estabeleceu-se também,
que os lotes receberiam construções
de prédios residenciais que teriam no máximo
3 pavimentos. Mais tarde o limite de altura foi
liberado por decreto do Prefeito Mendes de Moraes,
para quatro pavimentos.
O projeto original de loteamento e arruamento foi
idealizado pelas próprias instituições,
mas como apresentava inúmeros problemas,
foi substituído por projeto da Comissão
do Plano da Cidade o qual resultou no traçado
atual do bairro. Para que se realizasse a devida
ocupação, o bairro precisou ser drenado
e aterrado e ainda em 1938 a Prefeitura aprovou
o projeto de urbanização desta área
com base nos seguintes instrumentos:
Plano de Alinhamento 2.990 de 14/06/1938 –
Urbanização das áreas compreendidas
entre as ruas Santa Clara, Henrique Oswald, Siqueira
Campos e Tonelero;
Plano de Alinhamento 3.281 de 28/11/1939 –
Urbanização das áreas compreendidas
pelas ruas Décio Vilares, Maestro Francisco
Braga, Capelão Álvares da Silva, Tenente
Marones de Gusmão, Praça Edmundo Bittencourt,
Joseph Bloch, Travessa Santa Margarida, Ministro
Alfredo Valadão e Anita Garibaldi;
Plano
de Alinhamento 3.850 de 13/05/1943
– Projeto de urbanização da
zona compreendida entre as Ruas Ministro Alfredo
Valadão, complementação da
Figueiredo Magalhães a partir da Tonelero
e a Praça Vereador Rocha Leão junto
ao túnel.Em 12 de maio de 1989, a Lei n.º
1.390 cria a Área de Proteção
Ambiental do Bairro Peixoto e em 13 de março
de 1990, o Decreto n.º 9.226 regulamentou sua
criação.
O Comendador faleceu no dia 3 de novembro de 1947,
em sua casa na Rua Tonelero assistindo ao início
da urbanização no terreno de sua chácara.
Em 13 de março de 1990, o Decreto nº
9.226 regulamentou a criação da APA
Bairro Peixoto.
LIMITES
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É composto por 2 praças,
1 travessa, 1 ladeira e 13 ruas. Seus limites naturais
são impostos pelos Morro dos Cabritos e Morro
de São João. Pelo seu traçado
urbanístico, está limitado pela Rua
Henrique Oswald, à esquerda pelas Ruas Santa
Clara e Lacerda Coutinho, à direita pela
rua Siqueira Campos e Ladeira Tabajaras (até
a Travessa Santa Margarida) e abaixo pela Rua Tonelero.
Reúne aproximadamente 440 prédios
residenciais e 9.000 moradores, havendo uma concentração
demográfica acentuada na área das
ruas Figueiredo Magalhães, Siqueira Campos,
Sta. Clara e Tonelero.
INFRA-ESTRUTURA
No
que se refere a sua infra-estrutura, conta com um
Posto de Saúde, o 19º Batalhão
da Polícia Militar, um hospital particular
de grande porte e Shopping Center conhecido como
o Shopping dos Antiquários que abriga ainda
o Fórum de Pequenas Causas.
RUA
a RUA
Ladeira
dos Tabajaras
Em meados do século XIX, D. Pedro costumava
passar por uma trilha conhecida como “caminho
do boi” para encurtar o percurso entre o Jardim
Botânico e a região litorânea.
Por obra de José Martins Barroso, em 1855,
a trilha logo se transformou na primeira estrada
de meia rodagem ligando os bairros de Copacabana
e Botafogo. Em homenagem ao seu fundador, o caminho
passou a se chamar Ladeira do Barroso. Apenas 62
anos mais tarde é que o nome Ladeira dos
Tabajaras veio a ser adotado, como uma homenagem
aos índios Tabajaras. Essa tribo vinda do
nordeste, habitava os morros de São João
e da Saudade, ambos cortados pela Ladeira.
Travessa
Santa Margarida
Inicialmente denominada Rua Dona Margarida, em homenagem
à Dona Maria Margarida Barroso, esposa de
José Martins Barroso, proprietário
de terras em Botafogo e responsável pela
construção de um melhor acesso à
Copacabana, em 1855. O terreno em que foi aberta
a travessa pertencia ao casal.
Rua
Santa Clara
Inicialmente só existia no trecho entre o
mar e a Rua Tonelero, tendo sido aberta por um grupo
de proprietários de terras locais. Chamava-se
Rua de Santa Clara, mas com o tempo viria a ser
apenas Rua Santa Clara. O nome em homenagem à
santa, deve-se à influência da colonização
portuguesa na ocupação do bairro.
Rua
Décio Vilares
Décio Rodrigues Vilares, nasceu no Rio de
Janeiro em 1851. Cursou Belas-Artes e partiu em
seguida para a Europa onde realizou algumas exposições.
Em 1974 retornou ao Brasil e algumas de suas telas
podem ser vistas no Museu Nacional de Belas-Artes,
como os retrato de Benjamim Constant e do marechais
Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.
Rua
Maestro Francisco Braga
Antônio Francisco Braga nasceu no Rio de Janeiro
em 1868. Por intermédio de bolsa de estudos,
foi estudar composição em Paris. Retornou
ao Brasil em 1900. Foi compositor sinfônico,
regente de orquestra e professor do Instituto Nacional
de Música.
Praça
Edmundo Bittencourt
Edmundo Bittencourt nasceu em 1866, na cidade de
Santa Maria da Boca do Monte no Rio Grande do Sul.
Foi fundador e diretor do jornal Correio da Manhã
que foi um dos veículos de maior expressão
das primeiras décadas do século XX
. Faleceu aos 77 anos no Rio de Janeiro.
Praça
Vereador Rocha Leão
Antônio da Rocha Leão nasceu no Rio
de Janeiro, em 6 de setembro de 1877. Foi membro
da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e líder
de governo do então Prefeito Ernesto Batista.
Faleceu em 12 de julho de 1952, no Rio de Janeiro.